Setembro Amarelo: entenda a importância e saiba como ajudar!

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O Setembro Amarelo vem ganhando cada vez mais destaque no cenário nacional e internacional, conscientizando as pessoas sobre a importância de cuidar da saúde mental. O maior alerta da campanha é para a depressão e a suas consequências, caso não seja tratada a tempo. Por isso, informar e procurar dar suporte a quem necessita é essencial.

Valorizar a vida é importante para todos e, para contribuir com o movimento, reunimos algumas informações relevantes sobre o assunto. Continue a leitura para saber mais!

A campanha do Setembro Amarelo

A campanha surgiu em 2014, como uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Desde o surgimento da campanha, cresce a visibilidade para o tema, já que a saúde mental é algo que precisa ser cuidado.

A depressão é um dos transtornos mentais que podem levar ao suicídio. Ela pode surgir independentemente do estilo de vida da pessoa e de sua classe social. Existem inúmeros fatores que podem contribuir para o aparecimento da doença, como o estresse, a rotina corrida e a pressão que as pessoas sentem em todas as áreas da vida, além de tendências genéticas.

Existem ainda outras causas e outros transtornos que podem levar ao suicídio, como o transtorno afetivo bipolar, o abuso de álcool e outras drogas, situações de endividamento, perdas recentes, dores crônicas ou doenças incapacidades, para citar algumas.

Os principais objetivos do Setembro Amarelo

A ideia principal da campanha é que as pessoas possam se sentir apoiadas, seguras e, ao mesmo tempo, ter maior abertura para falar sobre o assunto com a família, com amigos, em espaços como escolas e no próprio ambiente de trabalho.

Por isso, a ideia é que especialistas no assunto, como psicólogos e psiquiatras, possam trazer o tema à tona, por meio de palestras e treinamentos. A conscientização da população em geral, principalmente em relação a como identificar e lidar com pessoas que estão passando por um momento difícil e pensando até mesmo em suicídio, é outro objetivo da campanha.

Dessa forma, pessoas com sofrimento mental conseguem identificar como estão, com base no seu próprio tipo de pensamento e comportamentos. Juntamente a isso, elas podem encontrar apoio na família, nos amigos e no trabalho para conseguir sair da situação.

A necessidade de se falar sobre saúde mental

Existe uma série de crenças com relação à depressão, para quem desconhece a doença e como ela age. Infelizmente, muitos acreditam que falta esforço e vontade do paciente e que ele deve, sozinho, se recuperar.

Outros também acreditam que a depressão é algo criado pela própria pessoa e, por isso, não é uma doença, mas sim uma “vontade de chamar atenção”. Outra confusão envolvendo o transtorno é compará-lo com uma tristeza temporária, algo que todos podem enfrentar e superar, já que é um sentimento humano comum.

Há também aqueles que relacionam a depressão à falta de gratidão ou mesmo à falta de uma religião. Mas, como mencionamos, a doença pode surgir independentemente do estilo de vida e crença da pessoa.

Exatamente por essas crenças serem tão comuns no círculo de convivência das pessoas que sofrem desse mal é que se torna tão necessária a conscientização sobre saúde mental e as formas de cuidado.

A saúde mental e o trabalho estão muito relacionados e, por isso, as indústrias devem entrar na campanha do Setembro Amarelo, assim como a do Janeiro Branco. Com isso, podem ajudar na discussão sobre o assunto, evitando preconceitos e julgamentos, além de procurar criar ambientes saudáveis para todos.

A importância de valorizar pequenos momentos

O cuidado com o outro é uma tarefa que é comprovada nos detalhes. Por isso, valorizar os pequenos momentos é tão importante para quem está se sentindo vulnerável.

De acordo com o conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é um estado de bem-estar não apenas físico, mas também mental e social. Por isso, a valorização da vida e da saúde deve estar presente em todas as esferas.

A vida é o bem mais precioso que temos. Valorizá-la é também ter pequenos gestos e momentos com as pessoas que amamos. E também com as que convivemos todos os dias, como colegas de trabalho e pessoas que estão relacionadas à nossa rotina.

A criação e a relevância das redes de apoio

A criação de redes de apoio é essencial para um mundo mais saudável e tem um destaque ainda maior neste ano, em que passamos por um momento de pandemia. Afinal, o isolamento social gerou uma crise e tornou a saúde mental de algumas pessoas ainda mais vulnerável.

Por isso, mesmo que de forma online, as redes de apoio podem fornecer um suporte essencial para quem está em sofrimento psíquico. Mas é importante lembrar que elas não servem como solução, e sim, como o próprio nome diz, uma fonte de ajuda. Para identificar o melhor tratamento, é preciso contar com a avaliação e o acompanhamento de profissionais.

As redes de apoio, além de serem um auxílio ao tratamento, também podem ser a fonte inicial da identificação da necessidade de procurar ajuda. Isso porque algumas pessoas podem não detectar a depressão ou outro transtorno mental em si próprias e entram em um estado no qual precisam da atenção de outras pessoas.

Saúde mental é…

O SESI está participando do Setembro Amarelo com a Campanha “Saúde Mental é… Valorizar a vida”, uma grande mobilização em prol da valorização da vida e prevenção ao suicídio. Durante o mês de setembro, foram lançados desafios semanais instigando as pessoas e empresas a pensar na importância das pequenas coisas, valorizar a sua rede de apoio e demonstrar a importância das pessoas na sua vida.

Cada vida vale muito, e devemos estar atentos aos sinais de alerta. Caso você precise de ajuda, peça assim que identificar o problema. Isso não é sinônimo de fraqueza, mas de força!

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