Saiba quais são os principais cuidados com a saúde da mulher

21 minutos para ler

Segundo o relatório anual World Health Statistics 2019, a mulher vive mais que o homem. Por uma variedade de motivos, entretanto, a saúde da mulher tende a uma proporção maior de problemas. 

Nesse sentido, para garantir o bem-estar das trabalhadoras, é importante ter atenção aos fatores biopsicossociais. Afinal, ter uma equipe forte, saudável e engajada é um passo importante para o crescimento da empresa.

Neste artigo, falaremos sobre a relevância desse assunto, os cuidados primordiais com a saúde da mulher e os fatores de risco. Também abordaremos as doenças que mais acometem o público feminino, problemas ginecológicos, sexualidade e programas de apoio. Boa leitura!

A importância de se falar sobre a saúde da mulher

Olhando para o passado, além dos inúmeros perigos e doenças, a mulher se tornava esposa e mãe muito jovem. Além disso, a maioria não vivia o suficiente para se preocupar com menopausa ou outras situações advindas com o avançar da idade.

Hoje em dia já se sabe que é importante que as mulheres fiquem atentas a possíveis doenças crônicas não transmissíveis, mentais, ginecológicas e sexuais. Além do mais, é bom levar em conta que a saúde sexual e reprodutiva não é uma questão apenas de bem-estar físico. Ela abarca o direito a relacionamentos saudáveis ​​e respeitosos, serviços de saúde inclusivos e seguros, acesso a informações precisas e métodos eficazes de contracepção.

Quando se trata da saúde da mulher, é mais fácil lutar contra um problema potencial nos estágios iniciais do que esperar as coisas se complicarem. Por isso é tão importante falar sobre o assunto.

Os cuidados primordiais

O aumento da obesidade e da síndrome metabólica é uma realidade mundial. No entanto, poucos estudos investigaram o risco de sedentarismo, obesidade e síndrome metabólica especificamente em mulheres. 

O equilíbrio hormonal desempenha um papel crucial na regulação do metabolismo e ajuda a manter uma saúde ótima. É provável que a diferença entre os sexos na obesidade se deva à variação na concentração hormonal ao longo da vida da mulher. Uma das consequências disso é a predisposição ao ganho de peso.

Há algum tempo, era comum que as mulheres tentassem compensar os déficits da dieta por meio do uso de vitaminas e suplementos. Embora isso represente uma proteção útil contra deficiências ocasionais de nutrientes, não substitui uma dieta equilibrada.

Para garantir a absorção dos nutrientes adequados, deve-se consumir mais frutas, vegetais, proteínas de qualidade e gorduras saudáveis ​​e menos alimentos fritos e açucarados.

É importante destacar, assim, que comer de forma saudável não significa apenas ingerir alimentos com baixo teor de gordura, açúcar ou calorias. Essa preocupação também se refere a alimentos ultraprocessados. A preferência sempre deve ser por comidas naturais.

Além da dieta, os exercícios e outros fatores de estilo de vida desempenham um papel importante na saúde óssea. Fumar e beber álcool pode aumentar as chances de desenvolver osteoporose. 

Já o treinamento de resistência com uso de máquinas e o próprio peso corporal, por exemplo, é eficaz para prevenir a perda de massa óssea. Atividades como caminhada, malhação, dança e ioga são outras boas possibilidades.

Os principais fatores de risco

Para reconhecer os sinais de potenciais doenças, é importante entender os fatores de risco à saúde da mulher. 

Pílulas anticoncepcionais

Os anticoncepcionais orais modernos são muito mais seguros do que as formas usadas décadas atrás. No entanto, em uma pequena proporção de mulheres, ele eleva as chances de hipertensão e coágulos sanguíneos. O perigo é maior se a mulher fuma, tem pressão alta, mais de 40 anos ou predisposição a doenças cardíacas, derrame e coagulação do sangue.

Gravidez

Durante os nove meses de gestação, é possível que a mulher adquira novas condições que a coloquem no campo de risco de derrame e doenças cardíacas. A pré-eclâmpsia é uma delas. Essa condição está diretamente ligada ao aumento da pressão arterial e ao surgimento de proteínas na urina da mãe que revelam irregularidades nos rins.

Mesmo que não exista uma maneira eficaz de prevenir esse problema, a gestante precisa ser observada se tiver pressão elevada ou ganhar excesso de peso durante a gestação. Além disso, ameaça de um AVC relacionado à gravidez é real em qualquer estágio. Um período de alto risco é durante o parto e os primeiros meses após o nascimento. Geralmente, é o resultado de um problema oculto, como malformação preexistente de vaso sanguíneo ou eclâmpsia.

Outros fatores de risco são:

  • ter menos de 20 ou mais de 40 anos;
  • estar grávida de mais de um bebê;
  • ter diabetes;
  • doença renal;
  • artrite reumatoide;
  • lúpus;
  • esclerodermia.

Todas as mulheres devem ser monitoradas por um médico durante a gravidez. 

Diabetes gestacional 

Entre as mudanças no corpo da mulher durante a gestação, está a necessidade de produzir insulina extra. Isso porque o aumento dos níveis de hormônios interfere na capacidade do corpo de usar a insulina de forma eficiente. 

Se o organismo não consegue produzir a insulina adicional suficiente, os níveis de açúcar no sangue podem subir, causando diabetes gestacional. Já que essa condição não dá sinais, é importante monitorar os níveis de glicose como parte do cuidado pré-natal e durante toda a gestação. O diabetes gestacional aumenta o risco da mãe e do bebê desenvolverem a doença mais tarde na vida.

Menopausa

A menopausa é um período em que a mulher para de ter ciclos menstruais. O risco de doença cardíaca e derrame cresce após esse momento. Antes e depois dele, é possível ter:

  • aumento no colesterol total no sangue, colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL, ou colesterol “ruim”) e níveis de triglicerídeos;
  • diminuição no colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL, ou colesterol “bom”);
  • tendência de aumento da pressão arterial;
  • aumento na gordura corporal central, que é prejudicial por deixar a mulher mais vulnerável a coágulos sanguíneos e problemas de açúcar no sangue;
  • sintomas como sudorese intensa ou distúrbios do sono;
  • terapia de reposição hormonal.

Mulheres que tomam estrogênio como parte da terapia de reposição hormonal têm um risco aumentado de acidente vascular cerebral e ataque cardíaco. 

Colesterol

O estrogênio natural ajuda a manter o colesterol em níveis saudáveis. Após a menopausa, conforme esses números caem, algumas mulheres tendem a desenvolver colesterol alto. 

Triglicerídeos

Os triglicerídeos são o tipo mais comum de gordura no corpo. Sua elevação geralmente acompanha níveis altos de colesterol total e LDL, níveis mais baixos de HDL e um risco aumentado de diabetes. Ou seja, ter triglicerídeos altos pode ampliar a possibilidade de doenças cardíacas e derrame nas mulheres. 

As doenças que mais acometem a população feminina

Agora que mostramos os fatores de risco, chegou a hora de falarmos sobre as principais doenças das mulheres.

Endometriose 

O tecido que normalmente reveste o útero cresce em outro lugar. A doença pode se desenvolver nos ovários, atrás do útero, nos intestinos ou na bexiga. Raramente, cresce em outras partes do corpo.

A endometriose causa infertilidade e menstruação muito intensa. Além disso, tende a gerar dor no abdômen, parte inferior das costas ou áreas pélvicas. Algumas mulheres não apresentam nenhum sintoma, e não conseguir engravidar pode ser o primeiro sinal de endometriose.

Miomas uterinos 

Esses tumores não cancerosos são feitos de células musculares e outros tecidos que crescem dentro e ao redor da parede do útero. A causa dos miomas é desconhecida. Os fatores de risco incluem estar acima do peso. Além disso, eles são mais comuns em mulheres em idade reprodutiva.

Principais sintomas:

  • menstruação intensa ou dolorosa ou sangramento entre as menstruações;
  • sensação de “plenitude” no abdome inferior;
  • urinar com frequência;
  • dor durante o sexo;
  • dor na região lombar;
  • problemas reprodutivos, como infertilidade, abortos espontâneos múltiplos ou parto prematuro.

Algumas mulheres, porém, não apresentam sintomas. Por isso, é importante consultar o médico regularmente.

Câncer ginecológico

É qualquer tipo de câncer que começa nos órgãos reprodutivos da mulher. Os cânceres ginecológicos podem ter início em locais diferentes dentro da pélvis, área abaixo do estômago e entre os ossos do quadril.

HIV/AIDS

Mulheres infectadas com HIV, geralmente, o contraem fazendo sexo sem uso de preservativo ou compartilhando agulhas com alguém infectado. 

É possível que uma mãe tenha HIV mas não transmita para o feto, especialmente se souber de sua condição desde cedo e trabalhar para reduzir o risco. Assim, é possível garantir que os bebês não contraiam o HIV durante a gravidez, parto ou após o parto (por meio do leite materno). 

Cistite intersticial

A cistite intersticial é uma condição crônica da bexiga que resulta em desconforto ou dor recorrente na região pélvica circundante. Mulheres com esse problema têm as paredes da bexiga inflamadas ou irritadas, o que causa cicatrizes e o enrijecimento delas. 

Os sintomas mais comuns são: desconforto abdominal, sensação de urgência para urinar e dor na bexiga ou região pélvica, entre outros. 

Síndrome do ovário policístico

Acontece quando os ovários ou glândulas suprarrenais da mulher produzem mais hormônios masculinos que o normal. O resultado é que cistos (bolsas cheias de líquido) se desenvolvem nos ovários. 

Mulheres obesas são mais propensas a ter ovário policístico — como veremos em seguida, também apresentam maiores riscos de desenvolver diabetes e doenças cardíacas. Os principais sintomas são: infertilidade, calvície ou queda de cabelo, manchas na pele, acne e pele oleosa, entre outros.

Enxaqueca

Dores de cabeça frequentemente intensas — às vezes acompanhadas de náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e ao som e alterações na visão — afetam homens e mulheres. Acontece que elas têm três vezes mais probabilidade de sofrer do problema. Em alguns casos, as alterações hormonais (como as que acontecem durante o ciclo menstrual) desencadeiam ataques dolorosos. 

Doenças da tireoide

Algumas doenças da tireoide causam alterações de peso. Essa pequena glândula em forma de borboleta que fica na base do pescoço libera hormônios capazes de controlar o metabolismo do corpo. 

No hipotireoidismo, a tireoide não produz estes hormônios em quantidade suficiente, causando sintomas como ganho de peso, sensação de frio e baixa frequência cardíaca. No hipertireoidismo, ocorre o oposto: a tireoide produz hormônios em excesso. Perda de peso, taquicardia e tremores nas mãos são sinais da doença.

Osteoporose

Na osteoporose, os ossos ficam fracos e têm maior probabilidade de quebrar. A idade é um fator de risco importante. A doença é mais comum em mulheres por alguns motivos. Primeiro, elas tendem a ter ossos menores e menos densos que os homens. Em segundo lugar, a perda óssea aumenta quando os níveis de estrogênio caem, após a menopausa. Por fim, elas vivem mais do que os homens. 

Existem algumas coisas que todos podem fazer para diminuir a perda óssea, como exercícios e não fumar ou beber em excesso. Além disso, é recomendado ingerir, conjuntamente, cálcio e vitamina D. Isso porque o corpo usa cálcio para construir ossos saudáveis, mas não consegue absorvê-lo sem a ajuda da vitamina D. 

Ansiedade

A preocupação é uma parte normal do ser humano, principalmente agora, com a pandemia causada pelo novo coronavírus. Os transtornos de ansiedade, porém, são um problema que começa a interferir na vida diária. E eles afetam desproporcionalmente as mulheres. De acordo com a OMS, 42% delas sofrem da doença, enquanto apenas 29% dos homens são acometidos. 

Depressão

Alterações nos níveis de hormônios femininos podem aumentar o risco de depressão. Tal como acontece com a ansiedade, as mulheres têm mais probabilidades do que os homens de ser diagnosticadas com depressão.

Não existe uma causa única, mas os níveis flutuantes dos hormônios femininos durante o ciclo menstrual, gravidez, período pós-parto e menopausa influenciam. Estresse, histórico familiar, dor e problemas médicos também contribuem para o quadro. 

Ataque cardíaco

A incidência de doenças (DCV) aumenta dramaticamente com o envelhecimento populacional, especialmente nas mulheres. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o infarto e o AVC (Acidente Vascular Cerebral) são as principais causas de morte em mulheres com mais de 50 anos no Brasil. A maior incidência de morte nas mulheres se refere às doenças cardiovasculares, um índice de 53% comparado aos 4% do câncer de mama.

Acidente vascular cerebral — AVC

O AVC é frequentemente causado por uma combinação de fatores, e existem riscos específicos de gênero. Uma tabagista que toma anticoncepcionais orais tem maior probabilidade de derrame e ataque cardíaco, por exemplo.

A recomendação atual para terapia hormonal é a menor dose eficaz e para alívio de curto prazo. Se for necessário considerar o uso, os benefícios e riscos devem ser discutidos com o médico. 

A possibilidade de AVC aumenta após os 55 anos e mais do que dobra para a mulher a cada década seguinte. Além disso, a etnia representa um fator de risco. As mulheres negras têm maior probabilidade de sofrer derrame e ataque cardíaco do que as brancas.

Obesidade 

As evidências dos efeitos adversos da obesidade na saúde das mulheres são avassaladoras e indiscutíveis. Especialmente a gordura abdominal é fatal para a síndrome metabólica e está fortemente relacionada à síndrome dos ovários policísticos.

Ainda, mulheres obesas são mais suscetíveis ao diabetes. Isso as coloca em risco elevado de doenças cardiovasculares. A obesidade aumenta substancialmente a chance de surgimento de vários tipos de câncer nas mulheres, especialmente o de mama, na pós-menopausa, e o endometrial. 

A importância da visita regular ao médico

O acompanhamento contínuo com o médico é fundamental. Embora a mulher possa consultar especialistas esporadicamente, a tendência é ir apenas após identificar um problema específico. Daí a importância da SIPAT

Quando o médico acompanha a mulher, as chances de perceber indicações físicas ou emocionais do desenvolvimento de uma doença ou declínio na saúde é maior. Além disso, o vínculo criado entre o profissional e a mulher favorece a comunicação e a confiança entre eles, permitindo a possibilidade de um diagnóstico precoce.

Ainda, no consultório médico, existem registros de todos os cuidados com a saúde que a pessoa recebeu. Esses documentos dão uma visão abrangente do histórico da paciente. A consulta anual é um bom momento para a revisão geral dos medicamentos usados em qualquer tratamento de longo prazo. 

Outra questão é que, principalmente a partir do início da atividade sexual, é essencial que as mulheres realizem o exame papanicolau a cada 3 anos após dois exames normais consecutivos realizados com o intervalo de um ano. No caso de mulheres portadoras do vírus HIV ou imunodeprimidas, o rastreamento deve ser realizado todos os anos.

O papanicolau é o exame recomendado para verificar se há alterações no colo do útero, principalmente aquelas que podem evoluir para um câncer, como o vírus do HPV, por exemplo. Ele pode ser realizado em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados.

Por fim, mulheres sexualmente ativas têm um risco maior de contrair Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs); então, é bom fazer exames para clamídia, gonorreia e sífilis anualmente.

Os problemas ginecológicos

Entenda quais são as principais complicações para as mulheres no que diz respeito à ginecologia.

Condições comuns

Certas condições ginecológicas, como a candidíase e a gardnerella, são mais comuns. Porém, se não forem cuidadas adequadamente, podem ter complicações como a doença inflamatória pélvica (DIP) ou o câncer de colo do útero.

Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

As ISTs podem ser transmitidas de pessoa para pessoa por meio do sexo oral, vaginal ou anal com uma pessoa contaminada sem o uso de preservativo, pelo compartilhamento de agulhas ou através de um acidente com material perfurocortante contaminado.

Infecções fúngicas (infecções por fungos, candidíase vaginal, vaginite)

A candidíase é uma infecção vaginal muito comum causada por leveduras. Esses fungos normalmente existem no corpo humano e vivem em equilíbrio com bactérias úteis. Quando crescem demais, a candidíase se forma.

Os sintomas podem incluir: coceira, queimação, corrimento e dor ao redor da vagina, lábios vaginais ou área anal. As mulheres que vivem com HIV costumam ter infecções fúngicas repetidas e difíceis de tratar.

Doença inflamatória pélvica (DIP)

DIP refere-se à inflamação na região genital superior — ou trato reprodutivo feminino (ovários, útero e trompas de falópio). 

Ela costuma ser causada por infecções comuns, incluindo as sexualmente transmissíveis gonorreia e clamídia. A doença começa depois que elas passam da vagina para outros órgãos do corpo. Lá, podem causar danos graves e levar à infertilidade.

Os sintomas mais comuns são: dor na barriga, ciclos menstruais irregulares, sangramento vaginal quando a mulher não está menstruada, corrimento vaginal e dor ao urinar. 

Mulheres vivendo com HIV que desenvolvem DIP devem ser minuciosamente acompanhadas por seus provedores de cuidados de saúde. Elas precisam de antibióticos apropriados.

Problemas menstruais (período)

Muitas mulheres que vivem com o HIV apresentam alterações ou problemas menstruais. Essas alterações no ciclo são menos comuns se for feita uma contagem das células do sistema imunológico e elas tomarem o medicamento.

Menopausa

A menopausa geralmente ocorre em mulheres de 38 a 58 anos de idade devido a mudanças naturais no corpo. Nesse período, os ovários passam a produzir menos estrogênio (um hormônio feminino), o que leva a sintomas como:

  • períodos irregulares (diferentes na quantidade de sangue, frequência e duração);
  • ondas de calor (repentinas sensações de calor sem um bom motivo);
  • suores noturnos;
  • secura vaginal mesmo durante as relações sexuais.

Alguns estudiosos afirmam que as mulheres que vivem com HIV podem experimentar a menopausa mais cedo. Isso pode ser devido a fatores como anemia, menor produção de hormônios, perda de peso, efeitos dos medicamentos para o HIV, drogas de rua ou tabagismo.

A importância de se falar sobre a sexualidade feminina

Diferentes fases da vida estão associadas a questões específicas de saúde sexual e reprodutiva das mulheres, incluindo:

  • menstruação;
  • fertilidade;
  • exames cervicais;
  • contracepção;
  • gravidez;
  • infecções sexualmente transmissíveis;
  • problemas crônicos de saúde (como endometriose e síndrome dos ovários policísticos);
  • menopausa.

As práticas de sexo seguro são importantes para a saúde sexual e reprodutiva de mulheres adultas de todas as idades. O acesso a informações precisas, imparciais e atualizadas sobre saúde sexual e reprodutiva é essencial. 

Serviços de vacinação contra o vírus do papiloma humano e exames de rastreamento cervical e de infecções sexualmente transmissíveis também devem estar à disposição.

Isso requer o agendamento de exames de saúde regulares, papanicolau e mamografias de rotina e tomar cuidados preventivos contra HPV, câncer de ovário e de mama.

As ações do Outubro Rosa

Outubro é mundialmente conhecido como o mês em que ocorrem as ações relacionadas à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama. De equipes esportivas a pessoas da comunidade, milhares participam do Mês Nacional de Conscientização sobre o Câncer de Mama.

Esse evento é organizado pelas principais instituições de caridade contra essa enfermidade em busca de um mesmo objetivo: educar a população sobre tratamento e prevenção. 

Assim, em todo o país, as pessoas participam de marchas, maratonas e conferências para ajudar a conscientizar a população.

Como surgiu

Em 1990, o primeiro programa para sobreviventes do câncer de mama foi lançado na Corrida por uma Cura em Washington DC. Naquele ano, o programa criou botões rosa para ajudar a promover a conscientização.

Mais tarde, fitas cor-de-rosa foram distribuídas a todos os sobreviventes do câncer de mama e participantes da corrida. Em 1992, o editor-chefe da Self Magazine uniu-se a empresas de cosméticos para distribuir essas fitas no mês de conscientização sobre a doença.

Agora, no mundo todo, as pessoas usam camisetas, meias, lenços e outros itens dessa cor para demonstrar apoio à causa.

Principais objetivos

Todas as atividades do Outubro Rosa têm um objetivo comum: aumentar a conscientização sobre a importância das medidas de prevenção do câncer de mama. 

A maioria dos esforços em torno do movimento também tem o intuito conseguir apoio financeiro e doações que beneficiem instituições de pesquisa.

Impactos

Conforme a divulgação se torna mais global, o impacto do Outubro Rosa no mundo ajuda a estimular o diálogo aberto. Além disso, ele reduz o tabu associado ao câncer de mama, muito forte em algumas culturas. 

Assim, essas campanhas estão realmente transformando o Mês de Conscientização em Mês de Ação sobre o Câncer de Mama. Aos poucos, a sociedade tem conquistado uma melhor conscientização e eficiência na detecção precoce e no suporte aos pacientes.

Vale lembrar que, apesar de o número de casos ser consideravelmente menor, o câncer de mama também atinge a população masculina.

Como o SESI pode ajudar sua indústria a cuidar da saúde das funcionárias

O SESI acredita que, quando se fala em saúde, atuar de maneira preventiva é fundamental. Por isso, oferece uma gama de possibilidades para empresas que desejam cuidar das pessoas que estão na linha de frente dos seus negócios.

O site disponibiliza diversos materiais gratuitos com temas como:

Também é possível adquirir palestras gravadas sobre saúde no trabalho e, assim, reunir a equipe para assistir a elas em grupo e conscientizá-la da necessidade de se prevenir doenças.

O SESI investe em ações educativas para alimentação saudável na indústria e promove atendimentos curativos, preventivos e de orientação. Ao mesmo tempo, cria soluções customizadas em saúde mental.

As ações do Mexa-se Mais, programa que trabalha com a prática de exercícios físicos, contribuem para melhorar o condicionamento físico e o desenvolvimento motor. Além disso, educam corpo e mente para o bem-estar físico e funcional, reduzindo o risco de doenças como estresse e ansiedade.

Como vimos, a saúde da mulher requer muita atenção. Portanto, deve ser levada a sério, com promoção de diálogos, conscientização, alertas e muito apoio. Adotando todos esses cuidados, certamente, as pessoas se tornarão mais saudáveis, felizes e produtivas. Pense nisso!

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