Fatores Psicossociais

Estresse no trabalho: o manual para cuidar dos seus funcionários

Tempo de leitura: 17 min

A gestão de pessoas há muito tempo deixou de ser uma atividade voltada apenas para a folha de pagamento, o repasse de benefícios e o controle de faltas. A preocupação atual está mais voltada com a qualidade de vida e o bem-estar dos colaboradores — e um dos motivos que justificam essa medida é o estresse no trabalho.

Os impactos do esgotamento físico e mental são evidentes. A empresa produz menos, as entregas têm baixa qualidade e o profissional deixa de oferecer bons resultados. A questão é que a demissão nem sempre é a melhor alternativa.

Muitas vezes, o cuidado com os funcionários é suficiente. Afinal, mais que ser causado pelo ambiente corporativo, o estresse é gerado por diferentes variáveis, muitas vezes, pessoais. Quando a empresa oferece o suporte adequado, o colaborador se sente confiante e tem mais felicidade no trabalho.

Devido à complexidade do assunto, criamos este post. Aqui, vamos mostrar como esse problema influencia os resultados e a melhor forma de lidar com ele no ambiente corporativo. Achou interessante? Continue lendo!

Os dados sobre estresse no trabalho no Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já definiu o estresse no trabalho como uma doença. Em maio de 2019, a chamada síndrome de burnout — derivada dessa primeira condição — foi listada na Classificação Internacional de Doenças (CID). Sabe por quê?

Um dos fatores é o número de pessoas estressadas no trabalho e fora dele. Segundo levantamento da International Stress Management Association Brasil (Isma–BR), 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho têm sequelas geradas por esse problema.

Do total, 32% sofrem de burnout, caracterizado como o esgotamento excessivo. Apesar disso, 92% de quem sofre a síndrome continua trabalhando. Além disso, os sintomas de ansiedade estão bastante presentes.

Conforme outra pesquisa da Isma–BR, 47% dos brasileiros têm algum nível de depressão e 9 em cada 10 sentem sintomas de ansiedade, que podem ir do grau mais leve ao incapacitante.

Nos Estados Unidos, o cenário é bastante parecido. Um levantamento da Paychex demonstrou que mais de 60% dos trabalhadores se sentem estressados por três ou mais dias úteis da semana.

É claro que todos esses dados se referem ao ambiente corporativo. No entanto, o estresse não é causado apenas pelo trabalho. A origem é multifatorial e não tem tratamento específico, mas pode ser amenizado a partir da adoção de boas práticas.

Por enquanto, é possível comparar o estresse com uma força de tração exercida sobre uma corda. A física explica que, quando isso acontece por período indeterminado, é gerada uma tensão. A mesma ideia é aplicada para as pessoas.

As diferentes situações passadas no dia a dia — como trânsito, trabalho, escola, problemas de saúde, problemas financeiros, contratempos familiares, etc. — geram estresse. Por isso, o ambiente corporativo nunca deve ser visto como o único responsável por essa condição.

Para ter uma ideia, o professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), João Gabriel Marques, destaca que “o que mais determina o estresse são os comportamentos que assumimos no nosso dia a dia”. Ou seja, o estresse existe para todos, o que muda é a forma como as pessoas reagem e lidam com ele. Então, por que sua empresa precisa se preocupar com isso?

A resposta passa pelo surgimento de doenças. O professor destaca: “É evidente que pessoas que vivem sob muito estresse por circunstâncias de vida adoecem muito mais. Além disso, elas também enfrentam mais dificuldades cotidianas”. Essa afirmação é confirmada por dados.

De acordo com a OMS, os transtornos mentais são a terceira causa responsável por afastamentos de trabalho. No início, é apenas o estresse, que se reflete no ambiente corporativo. Depois, situações que ocorrem na rotina dentro e fora da empresa servem como gatilho e geram diferentes sintomas, como:

  • mudança de humor;
  • tristeza;
  • insônia;
  • apatia;
  • perda de produtividade e interesse;
  • descontentamento geral;
  • choro excessivo;
  • irritabilidade;
  • isolamento social.

Para o Brasil, essa situação gerou um gasto de R$15,6 bilhões com despesas do INSS entre 2012 e 2018, considerando somente o auxílio-doença. Ao analisar outros gastos previdenciários, o montante chega a R$85 bilhões.

No número de afastamentos, o total chegou a 3.5656 pedidos em 2016. Por sua vez, em 2017, apenas de janeiro a setembro, as licenças para o tratamento de transtornos mentais e comportamentais concedidas chegaram a 8.015. 

Com esses dados, fica claro que é preciso trabalhar o estresse no ambiente de trabalho. Ainda que a doença seja causada por diferentes fatores, é necessário ter uma atuação ampla, a fim de que a empresa contribua para a redução da pressão sentida pelo indivíduo e alcance melhores resultados ao mesmo tempo.

As principais causas de estresse no trabalho

A pressão sentida pelo profissional é derivada de diferentes fatores, conforme já destacamos. Os gestores não devem se sentir os responsáveis diretos. Ainda assim, é importante fazer uma avaliação do ambiente para verificar possíveis gatilhos, que, ao serem acionados, prejudicam o desempenho e a motivação no trabalho.

Por isso, é importante citar as causas do estresse no ambiente de trabalho. As principais são as que listamos a seguir.

Competitividade

A busca por se destacar, se for muito acirrada, pode fazer com que o clima no ambiente de trabalho seja de muita competição e pouca cooperação, levando a altos níveis de estresse. O objetivo de apresentar resultados a qualquer custo cria um ambiente propício para o estresse, que compromete o relacionamento entre os trabalhadores, deles para com os gestores e até com os clientes.

Além disso, o acesso constante à tecnologia aumenta a competitividade. Isso porque os funcionários querem resolver problemas com rapidez e fazem seu trabalho em qualquer horário, podendo não haver equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Para evitar o aumento da competitividade, reflita sobre o comportamento dos gestores e analise a cultura organizacional. O ideal é manter esse quesito de forma limitada, a fim de incentivar o aperfeiçoamento profissional. As ações mais agressivas, por outro lado, devem ser evitadas, porque isso ajuda a alcançar melhores resultados em médio e longo prazo.

Inadequação dos métodos de avaliação

Os métodos de avaliação são importantes para repassar feedbacks e mostrar o que a empresa espera do profissional. No entanto, também podem levar ao estresse, especialmente quando são direcionados de maneira errada e focam apenas os aspectos negativos do colaborador.

Ao destacar os pontos ruins, é normal que o profissional ache que está inadequado e que não consegue atender às expectativas da empresa. Ao mesmo tempo, ele se sente pressionado, porque percebe que outros colegas atingem os resultados esperados.

Essa sensação ainda pode ser gerada pela definição de metas inalcançáveis. Nesse caso, o colaborador tem que realizar tarefas complexas em um pequeno intervalo de tempo e, quando não consegue, se frustra. Se isso ocorrer de forma repetida e constante, pode aumentar o estresse e desencadear outros problemas. O ideal é que os métodos de avaliação possam focar tanto nos aspectos positivos como naqueles que precisam ser melhorados, dando uma direção para onde o trabalhador deve seguir.

Segurança no ambiente de trabalho

A percepção de falta de segurança no ambiente de trabalho também pode ser um fator gerador de estresse organizacional. Tanto a preocupação com a segurança como a com a saúde, seja a própria saúde ou a de familiares, são causas importantes, que podem levar à fadiga excessiva.

Sem contar que falta de ergonomia, poluição sonora, mobiliário ou maquinário inadequado, falta de espaço para fazer as refeições, etc. interferem na saúde mental, na produtividade e na qualidade do trabalho desenvolvido. Por exemplo, uma cadeira imprópria pode gerar dores nas costas e na coluna. Aos poucos, o indivíduo se sente cada vez mais incomodado e deixa de trabalhar de maneira adequada, porque é gerado um estresse desnecessário.

A síndrome de Burnout

Como vimos, o estresse é multifatorial, mas a síndrome de burnout está relacionada diretamente ao trabalho. Ela pode ser explicada como um esgotamento intenso da saúde mental no trabalho. O resultado é que o corpo fica sobrecarregado e “autodesliga”.

Para caracterizar o burnout, é preciso perceber a presença de três elementos: cinismo ou sentimentos negativos relacionados ao trabalho, sensação de esgotamento e eficácia profissional reduzida. Por esse motivo, o problema não surge de um dia para o outro. É algo que se constrói com o passar dos meses e que pode ser reparado antes de gerar danos maiores.

Apesar disso, boa parte dos trabalhadores que se sentem sobrecarregados dessa forma continua trabalhando, como vimos no início deste post. A pergunta que surge agora é: será que apenas o trabalho é fonte do surgimento do burnout? Não. Os transtornos mentais são derivados de fontes diversas: eles são multifatoriais, nunca é apenas uma situação que vai desencadear o estresse.

Qual é o papel da empresa para evitar o burnout e o estresse no trabalho? A função é oferecer apoio e evitar a sobrecarga dos profissionais. Fazer um controle adequado das tarefas, com o reconhecimento do que está no escopo de cada uma, evitando retrabalho e confusão na definição de papeis, também é uma ação importante.

Ao adotar essas boas práticas, vários problemas para a gestão de pessoas são amenizados. Um deles é o absenteísmo. Segundo pesquisa da Sociedade Americana de Recursos Humanos (SHRM), os supervisores gastam mais de quatro horas semanais para lidar com faltas imprevistas. É o caso de alocar outros talentos, adequar o fluxo de trabalho e oferecer treinamento para o substituto da função.

Outro custo significativo é o do presenteísmo. Ele ocorre quando o colaborador vai para a empresa, mas, por ter algum comprometimento de saúde ou alguma doença, não consegue ser produtivo e ficar atento. Entre as pessoas que sofrem de burnout, 96% se sentem incapacitadas para trabalhar, mas 92% continuam indo para a empresa, por receio do desemprego.

Os sintomas de estresse no trabalho

As situações vividas por quem sofre burnout ou estresse ocupacional geram diferentes erros consecutivos, que vão desde queda na qualidade de vida até baixo desempenho e geração de outros problemas de saúde. Por isso, é fundamental diagnosticar essa situação com agilidade para gerenciá-la e reduzir os sintomas. Quais são eles? É o que veremos a seguir. Confira!

Alterações de humor

A pessoa que está estressada tende a ficar mais irritada e ver as situações de forma negativa. É comum o profissional chegar aparentemente bem ao ambiente de trabalho, mas se sentir desanimado e sem vontade de exercer suas atividades. Esse ponto de vista negativo prejudica ainda mais o rendimento e gera mais gatilhos de desmotivação.

Qualidade ruim das entregas

As atividades de quem sofre de estresse no ambiente de trabalho têm sua qualidade afetada. O indivíduo produz menos, seja por absenteísmo, seja pelo presenteísmo. De todo modo, atentar a quedas de desempenho é uma forma de identificar o surgimento do cansaço excessivo.

Dificuldade de concentração

A falta de concentração é um sintoma comum ao indivíduo estressado. Junto a isso, há a perda de memória. É comum a pessoa chegar ao supermercado, por exemplo, e não lembrar o que foi fazer no local. Ou esquecer de apresentar os resultados de um trabalho. Em outras palavras, o profissional se torna mais disperso. Em casos mais acentuados, pode até esquecer palavras com frequência durante as conversas.

Insatisfação pessoal

A desmotivação gerada pelo estresse ocupacional leva à insatisfação pessoal. O indivíduo não sabe o que fazer para melhorar e, muitas vezes, tem dificuldades para reagir. Essa situação ocasiona um círculo vicioso, que pode desencadear depressão e ataques de pânico e ansiedade.

Dificuldade na relação entre equipes

A pessoa irritada e desmotivada pelo estresse organizacional tende a se isolar e deixar de conversar com os colegas. Aos poucos, sua relação com eles é impactada, o que torna mais difícil a realização de um trabalho em equipe, por exemplo.

Penalização por entregas de baixa qualidade

O gestor percebe os prejuízos ao trabalho da pessoa que se sente estressada e repassa feedbacks. Como vimos, eles podem trazer ainda mais danos à percepção pessoal do colaborador, caso sejam conduzidos de maneira inadequada.

Esse agravamento dificulta ainda mais a execução das atividades, ao ponto de haver penalizações mais graves, até mesmo a demissão. Para o colaborador, é um problema a mais para se preocupar. Para a empresa, representa a necessidade de investir mais para encontrar outro profissional, treiná-lo e motivá-lo.

As consequências do estresse no trabalho para a empresa

Os efeitos e os sintomas apresentados até aqui eram exclusivos dos funcionários. No entanto, a empresa também sofre com o estresse no ambiente de trabalho. Os resultados do negócio são afetados de maneira direta e podem até implicar na perda de clientes, especialmente, se existirem vários colaboradores com a mesma sensação. Veja, a seguir, quais são as consequências potenciais para a empresa.

Aumento dos acidentes de trabalho

A falta de concentração na função exercida aumenta a chance de ocorrer um acidente de trabalho. Para a empresa, isso representa a necessidade de pagar uma indenização, perder o colaborador (ainda que por alguns dias) e arcar com outras responsabilidades.

Impacto negativo na produção

O colaborador que sofre de estresse ocupacional produz menos e de maneira insatisfatória. Os clientes da empresa tendem a ficar insatisfeitos e a autoestima do trabalhador diminui. Com isso, os feedbacks servirão para desmotivá-lo ainda mais, em vez de levarem à melhoria da produtividade e da qualidade do trabalho.

Perda de talentos da empresa

O estresse no ambiente de trabalho leva à desmotivação, ao cansaço e até ao esgotamento físico. Com o tempo, o colaborador procura outras oportunidades de trabalho e tenta sair da empresa o mais rápido possível. Com isso, a organização sofre vários problemas:

  • prejuízos financeiros, devido à necessidade de desligamento, pagamentos rescisórios, inicialização de processo seletivo, contratação de novo profissional e treinamento dele;
  • perda de tempo e de produtividade, por conta de toda essa burocracia envolvida;
  • dificuldades em manter o capital intelectual, já que o conhecimento segue junto com o talento, em vez de ficar na sua empresa.

A alta rotatividade — também chamada de turnover — é um entrave ao crescimento do negócio, especialmente pela dificuldade de manter a padronização dos processos e encontrar profissionais com a mesma especialização e know-how.

As principais políticas de redução do estresse no trabalho

A empresa não é a única responsável pelas causas do estresse. É importante reforçar, mais uma vez, que isso acontece devido a diferentes fatores, especialmente os pessoais.

De toda forma, boa parte da vida do colaborador é passada na empresa. É ali que ele interage com pessoas, tem responsabilidades, vivencia suas experiências etc. Além disso, a empresa está interessada nos bons resultados — e, para isso, precisa de um profissional disposto.

Devido a esses motivos, torna-se fundamental adotar políticas de redução do estresse no trabalho. Quais são as medidas que contribuem para esse propósito? Acompanhe, a seguir.

Incentivo à prática de esporte

A atividade física no trabalho é um dos fatores que mais interferem de maneira positiva para a redução do estresse. Isto ocorre porque, quando a pessoa se estressa, são liberados na corrente sanguínea altos níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.

Ao realizar atividades físicas, até mesmo a ginástica laboral, o organismo libera endorfina. Esse hormônio tem ação analgésica e estimula o conforto, o bem-estar, o bom humor e a alegria, combatendo o cortisol.

Adoção de políticas de saúde no trabalho

A promoção de saúde dos funcionários passa pela implementação de uma política adequada, que valorize as boas práticas e estimule as iniciativas positivas. Aqui, estão incluídos:

Ao fazer isso, você promove a mudança de hábitos tanto dentro quanto fora do ambiente laboral. Com isso, a pessoa diminui o estresse de maneira integral, não apenas no trabalho.

Atenção aos sintomas físicos

O estresse ocupacional traz vários sintomas físicos, que indicam um problema a ser combatido. Nesse caso, o remédio é o descanso e a redução da pressão. De toda forma, é preciso atentar aos indicativos, como:

  • dificuldade de concentração;
  • tristeza;
  • falta de ânimo;
  • angústia;
  • desespero;
  • alteração de humor;
  • agressividade e irritação;
  • falta de sentido;
  • interesse baixo por coisas que antes geravam prazer e bem-estar;
  • desgaste físico, exaustão e cansaço;
  • sentimento de baixa autoestima e avaliação ruim sobre o desempenho profissional;
  • dificuldades de lidar com conflitos e baixa tolerância à frustração;
  • surgimento de somatizações, ou seja, doenças físicas derivadas de questões emocionais, como dor de cabeça constante, tensão no corpo, dificuldade para relaxar, insônia, mudança brusca de apetite e de peso.

Quando esses sintomas surgirem, é melhor conversar com o colaborador e pensar em algumas estratégias de enfrentamento das situações causadoras de estresse. Essa é uma maneira de ele se sentir revitalizado e perceber que a empresa está preocupada com seu bem-estar. Além disso, você volta a ter um profissional com potencial completo, capaz de alcançar melhores resultados.

Estímulo a ações laborais na empresa

Os sintomas do estresse ocupacional são variados. Em alguns casos, pode levar à depressão. Em outros, ao aumento da pressão arterial, à redução da imunidade, ao acúmulo de gordura, à elevação da frequência cardíaca, entre outros.

De toda forma, a empresa pode incentivar ações específicas, que surtam efeito na redução do estresse. É o caso de criar um grupo de corrida ou de futebol, realizar um campeonato para os colaboradores e implementar a ginástica laboral — parar por 10 a 15 minutos ajuda a manter a concentração e tira a cabeça dos problemas. Em outros casos, pode ser interessante estimular atividades de atenção plena ou prática de mindfulness.

Criação de campanhas de comunicação

A comunicação é importante para todas as ações laborais realizadas. Crie formas de apresentar as ações para todos os colaboradores, desde gestores até funcionários das equipes.

Aqui, vale a pena fazer um mapeamento interno para verificar a situação das equipes. Ofereça ajuda àqueles diagnosticados com estresse organizacional. Se necessário, faça palestras e oficinas sobre o assunto e pense em encaminhar para atendimento psicológico quando for o caso.

Lembre-se de que todas as ações desenvolvidas devem envolver a gestão da saúde emocional, o que requer o comprometimento da liderança. Ao fazer isso, todos estarão preparados para conversar sobre o estresse no trabalho e poderão procurar ambientes sérios e que forneçam informações relevantes sobre a qualidade de vida. O resultado é uma ação conjunta, que surtirá os efeitos desejados.

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