Gestão de Pessoas

Custos do turnover: entenda o impacto financeiro da rotatividade de funcionários

Tempo de leitura: 6 min
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Os jovens profissionais, que estão se tornando cada vez mais predominantes no mercado de trabalho, têm um perfil muito mais exigente em relação às empresas em que atuam.

Por saberem que têm o mundo ao seu alcance, preferem trabalhar em organizações que os valorizem, ao mesmo tempo que ofereçam oportunidades de crescimento, benefícios, capacitações e outros aspectos subjetivos, como empatia com os líderes e prazer em exercer suas funções em um ambiente de trabalho saudável ao seu crescimento profissional.

Pelo ponto de vista das organizações, isso tem gerado um aumento no índice de rotatividade de funcionários, causando uma série de problemas que impactam diretamente a produtividade e lucratividade do negócio. Conhecemos isso como turnover.

Neste conteúdo, mostramos quais são os custos do turnover, como eles afetam a situação financeira da empresa e como calcular o ROI (retorno sobre investimento). Acompanhe a leitura do artigo para saber mais sobre o assunto!

O que é turnover?

Resumidamente, é uma métrica utilizada para indicar os fatores que balanceiam a média de empregados que se demitiram (ou foram demitidos) e o número de colaboradores que foram admitidos no mesmo período.

Como as contratações e demissões fazem parte da realidade de qualquer empresa, ocasionalmente, esse índice é considerado natural. No entanto, é a desproporção desse número que deve servir como um sinal de alerta para o RH.

O ideal é que o turnover fique em torno de, no máximo, 5%. Acima disso, é necessário avaliar as causas que têm elevado essa rotatividade e tomar as medidas adequadas para minimizá-las.

Qual é o maior fator para o aumento na taxa de turnover?

De acordo com uma pesquisa de opinião realizada pela Gallup, a falta de engajamento é um dos principais motivos para isso, levando cerca de 32,1% dos funcionários a deixarem as companhias em busca de outras oportunidades.

Isso quer dizer que, a cada três colaboradores, um sente que não faz parte do time da empresa. Esse índice também sofre influência da idade: quanto mais novo o empregado, menos engajado.

Os profissionais da geração Millennials, por exemplo, registraram um índice de somente 29% na pesquisa. Isso demonstra uma forte necessidade, por parte das organizações, em investir em ações para mudar essa realidade, em especial pelo fato de que a previsão é de que, até 2020, essa geração se tornará a maior parte dos profissionais ativos no mercado de trabalho.

Quais são os principais custos do turnover?

Quando ocorrem muitas demissões imprevistas, em um curto período, os custos do turnover podem afetar a saúde financeira da empresa. Entre eles, podemos citar:

  • despesas com rescisões de cada empregado desligado da companhia;

  • gastos com treinamentos e na integração de recém-contratados;

  • custos com recrutamento externo, processos seletivos ou com a contratação de headhunters;

  • baixa produtividade;

  • custos indiretos que a demissão gera, como os exames demissionais.

Vale destacar que, em um ambiente empresarial, o prejuízo não é somente financeiro. Os custos do turnover também são mensuráveis pelo tempo. Por exemplo, quanto trabalho exigirão do RH os cálculos com as rescisões, treinamentos, integrações e feedbacks?

Isso significa que, se o índice de turnover estiver acima do aceitável, muitos colaboradores estão sendo destinados a uma tarefa que, além de onerosa, talvez seja desnecessária — é nesse ponto que entra a relevância das ações do RH em reconhecer as situações ou problemas que estejam movimentando entradas e saídas da organização, para solucioná-los.

Como o turnover impacta a situação financeira da empresa?

Para saber quais impactos o percentual de turnover causa na lucratividade da organização, é preciso fazer o seguinte cálculo: imagine uma empresa com 150 funcionários, na qual o índice de turnover seja de 6,6%, ou seja, com 10 admissões e desligamentos, em média, por mês.

Sendo assim, devemos somar a média salarial por empregado, para que, ao final, seja possível chegar ao valor do custo total. Vamos trabalhar com a hipótese de que a remuneração mensal média seja de R$ 2 mil.

Além disso, é necessário inserir nos custos todo o investimento financeiro, e de tempo, com recrutamento e seleção, assim como as despesas com as rescisões. Dado o contexto, digamos que o profissional do RH, que tem um salário de R$ 5 mil, dedique cerca de 12 horas do expediente à reposição de cada vaga.

Em outras palavras, isso quer dizer que, para cada novo funcionário contratado, o processo de recrutamento custa cerca de R$ 2 mil. Desse modo, temos:

  • uma organização com 150 empregados;

  • valor médio salarial R$ 2 mil;

  • turnover de 6,6%;

  • aproximadamente 1 mês para realizar novas contratações;

  • custo do trabalho de recrutamento de R$ 2 mil.

Dado o contexto, é preciso também calcular quanto custa o desligamento de cada colaborador. Então, para cada empregado desligado, é necessário repor a vaga, correto?

Enquanto isso, outro funcionário deve dedicar seu tempo para cobrir as funções da vaga em aberto e, por consequência, passará a ter sua produtividade reduzida, no que se diz respeito às suas próprias obrigações, já que deverá executar outras atividades, de maneira emergencial. Pensando assim, haverá custos indiretos aqui também.

Como calcular o ROI?

Por fim, mas não menos importante, temos o ROI, uma métrica utilizada para calcular o retorno sobre os valores investidos — neste contexto, em admissões de novos funcionários no período dos últimos 12 meses.

Considerando que os primeiros três meses de cada novo empregado geram apenas custos de treinamento, sendo que apenas no 4° mês após sua contratação é que ele trará lucros à empresa, se ele sair da organização dentro do período dos próximos oito meses, ainda estará gerando custos.

Por isso, deve-se levar em consideração o valor médio do salário (R$ 2 mil), somado aos encargos (cerca de 1,6%), mais o total de colaboradores desligados (10), mais o período de integração (quatro meses) = R$ 128.000,00.

Dessa forma, podemos concluir que o custo de recrutamento, treinamento e desenvolvimento, ROI e todos os valores indiretos, quando um empregado é desligado da empresa antes de 12 meses, é superior a R$ 26.000,00.

Resumindo, o custo do turnover, em uma organização que se enquadre no exemplo que usamos neste conteúdo, pode chegar a R$ 154.000,00. Será que sua empresa está pronta para lidar com um valor tão alto?

Como você pôde concluir neste artigo, o turnover é uma realidade presente em qualquer organização, independentemente do seu porte ou área de atuação no mercado.

Contudo, seu desequilíbrio pode gerar impactos negativos à empresa. Portanto, é fundamental acompanhar essa taxa, para descobrir as causas e, é claro, tomar as medidas necessárias para minimizá-las.

Gostou deste artigo sobre como os custos do turnover impactam diretamente a situação financeira da empresa? Conhece alguém que teria interesse no assunto? Então, não deixe de compartilhar este conteúdo com seus amigos nas redes sociais!

 

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