Homem em frente ao computador, no ambiente de trabalho, pressionando os olhos com a mão esquerda, em evidente situação de estresse
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Fatores psicossociais: como eles interferem na produtividade das empresas?

Tempo de leitura: 4 min
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Algumas situações que acontecem no ambiente de trabalho podem influenciar na saúde do trabalhador. Dentre elas, há as que consistem na interação dos aspectos social, biológico, psicológico e familiar do indivíduo com os aspectos do ambiente laboral, e são denominadas fatores psicossociais. Sim, é mesmo complexo! Prova desta complexidade é que as estatísticas demonstram um crescente número de afastamentos causados por transtornos mentais e comportamentais no Brasil e no mundo.

Acontece que os fatores psicossociais podem ser tanto fatores de risco como fatores de proteção para a saúde. Sendo assim, quando os riscos psicossociais não são bem geridos, podem ocasionar transtornos mentais e comportamentais, como a depressão e o estresse, ou levar ao presenteísmo e afastamentos do trabalho. Neste post, vamos falar sobre a importância de ambientes de trabalho saudáveis, tanto para os profissionais como para a própria empresa, além de sugerir alternativas para evitar a ocorrência de riscos psicossociais. Acompanhe!

Fatores psicossociais em números

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que os transtornos mentais e comportamentais atingem um quarto da população em algum momento da sua vida. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) refere que o estresse ocupa a segunda posição entre os problemas de saúde relacionados ao trabalho, afetando cerca de 40 milhões de pessoas. Segundo eles, entre 50% a 60% de todos os dias de trabalho perdidos no continente estariam ligados a esta condição. A Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho (OSHA) ressalta que enfrentar os riscos psicossociais pode custar muito às organizações. No entanto, ignorá-los pode resultar em custos ainda maiores, afetando o desempenho e levando ao presenteísmo e absenteísmo.

No Brasil, a situação não é muito diferente! Mais de 18,6 milhões de pessoas possuem ansiedade e mais de 11,5 milhões têm depressão. Além disso, no período de 2012 a 2016, os transtornos mentais e comportamentais foram a terceira causa de incapacidade para o trabalho, o que corresponde a um gasto de, aproximadamente, R$ 1.267.595.000,00.

Quais são os riscos que afetam os trabalhadores?

Diante dessa realidade, o local de trabalho pode ser uma oportunidade para abordar os fatores psicossociais, com o intuito de proteger a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Ambientes de trabalho saudáveis são mais produtivos! Sem eles, o trabalhador não pode contribuir para a sociedade e tampouco alcançar seu próprio bem-estar, impactando no seu desempenho e, consequentemente, na produtividade organizacional. Mas quais são os riscos psicossociais a que as pessoas estão expostas no ambiente profissional?

Quando é exigida do trabalhador alta produtividade, mas as condições para desempenhar as tarefas são inadequadas — estrutura precária, prazos limitados e excesso de horas extras, por exemplo —, pode haver esgotamento físico e mental do indivíduo. Além disso, atividades que demandam grande esforço de concentração, alto desempenho intelectual e controle emocional também podem apresentar maiores riscos psicossociais.

Como sanar os riscos psicossociais na sua empresa

Ao contrário das condições que comprometem a saúde física do trabalhador, que costumam ser facilmente identificadas, os riscos psicossociais podem não ser notados com tanta clareza. É necessário avaliar os índices da empresa que podem refletir a condição da saúde mental dos trabalhadores, como produtividade, absenteísmo, licenças médicas provenientes de estresse, depressão, ansiedade, entre outros, e a partir daí, estudar as soluções disponíveis para os riscos psicossociais.

Atualmente, é possível encontrar alternativas inovadoras, baseadas em sérios trabalhos de pesquisa na área de Saúde e Segurança no Trabalho. O SESI oferece a Plataforma de Inovação, uma rede nacional composta por oito Centros de Inovação que trabalham temáticas relacionadas à SST. No Rio Grande do Sul, está sediado o Centro de Inovação SESI em Fatores Psicossociais (CISFPS), que atua com pesquisa aplicada à indústria para o desenvolvimento de novas técnicas, metodologias e ferramentas voltadas ao tema.

Com uma equipe profissional multidisciplinar e parcerias estabelecidas com instituições de ensino nacionais e internacionais, o Centro visa fomentar a inovação na área de fatores psicossociais e instigar a inclusão do tema em ações e debates que ampliem o conhecimento nas diversas esferas da sociedade. Para conhecer um pouco mais do trabalho realizado, clique aqui.

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