Gestão de Pessoas

Como criar um programa alimentar na indústria? 7 práticas essenciais

Tempo de leitura: 6 min
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Oferecer um cardápio equilibrado é um aspecto importante para as indústrias que prezam a saúde dos seus funcionários. Nesse sentido, torna-se essencial um planejamento em relação à alimentação do trabalhador na empresa.

Para proporcionar opções saudáveis, não basta apenas dispor de um refeitório dentro da empresa. É fundamental criar um programa de educação alimentar para estimular a adoção voluntária de práticas e escolhas alimentares saudáveis, contribuindo para a saúde e qualidade de vida do indivíduo.

Você tem dúvidas de como fazer esse planejamento e garantir uma alimentação de qualidade a seus funcionários? Então confira nosso post e fique por dentro de 7 práticas essenciais para elaborar um programa de sucesso!

1. Conhecer o estado de saúde dos trabalhadores

A primeira dica é conhecer seus trabalhadores para que se possam elaborar estratégias eficazes de promoção da saúde, especialmente as ações de nutrição. Para isso, é preciso fazer um levantamento que mostre o percentual de trabalhadores com hipertensão arterial, colesterol alto, diabetes e obesidade, que se constituem em fatores de risco para as doenças crônicas. Desse modo, será mais fácil pensar em refeições apropriadas, com menos sal, gordura e açúcar, auxiliando tanto aqueles que já têm a doença como reduzindo o risco de adoecimento dos trabalhadores saudáveis.

É possível coletar esses dados diretamente na indústria. Você pode montar um “feirão de saúde”, ou seja, um evento para a realização de exames básicos. Assim, dá para aferir pressão arterial e taxa de glicemia, por exemplo, além de calcular o peso, altura e IMC (Índice de Massa Corpórea).

Com essas informações, a nutricionista da empresa ou empresa terceirizada consegue adequar as refeições servidas às necessidades nutricionais diárias do trabalhador da empresa.

Para o trabalhador, é importante saber que a empresa se preocupa com sua saúde. Além disso, principalmente para quem “foge” das consultas de rotina, saber que está com a pressão mais elevada pode servir de alerta. Com isso, a pessoa munida destas informações pode operar mudanças de hábitos e atitudes positivas para melhorar e exercer maior controle sobre sua saúde.

A implementação desses programas dentro das empresas proporciona aumenta o ânimo e a disposição dos colaboradores, que sentem-se cuidados pela empresa e ficam mais satisfeitos. Aumenta também a concentração, o raciocínio e a memória, assim como combate o estresse, melhorando o rendimento do colaborador e reduzindo os índices de presenteísmo.

2. Montar um cardápio equilibrado

No programa alimentar, a nutricionista deve elaborar cardápios variados e equilibrados. Isso quer dizer que os alimentos oferecidos devem conter os nutrientes essenciais ao funcionamento do organismo e na quantidade necessária. 

Além de oferecer uma alimentação saudável, o cardápio deve ser variado e colorido. A variedade de preparações servidas dá aos trabalhadores a oportunidade de experimentarem novos alimentos e sabores a cada dia, respeitando as diferenças de paladar e fazendo da refeição um momento prazeroso. E quanto mais cores a refeição tiver, mais rica ela será em vitaminas e minerais 

O importante é o trabalhador receber uma refeição completa e adequada para a realização de suas tarefas na indústria. Uma alimentação saudável melhora a disposição e também o humor, afetando positivamente o clima organizacional.

3. Escolher alimentos de qualidade

Para que o seu programa tenha sucesso, a escolha dos alimentos é fundamental. Priorizar a compra de ingredientes frescos e o menos processados possível mantém a qualidade.

Escolher os alimentos pensando somente no custo é um erro.Produtos sem qualidade vão comprometer os cardápios e, assim, todos os resultados do programa alimentar. Imagine os funcionários comendo uma refeição ruim todos os dias: além de não fazer bem para a saúde, gera um sentimento de insatisfação com a empresa.

É possível oferecer uma alimentação de qualidade mantendo o equilíbrio entre receitas e despesas. Por isso, selecionamos algumas dicas que vão ajudar a ter uma refeição atrativa sem gastar muito:

  • priorizar os produtos frescos da estação;

  • fazer parcerias com atacadistas e conseguir descontos;

  • utilizar os alimentos de forma integral;

  • armazenar e manipular produtos da maneira adequada.

4. Fazer adesão ao PAT

Se o problema da sua indústria é o custo com as refeições, faça parte do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador). É uma iniciativa do governo para estimular os empregadores a oferecer uma alimentação saudável aos funcionários.

A adesão pode ser feita por qualquer organização com CNPJ neste site. A vantagem é que o empregador que faz a tributação com base no Lucro Real pode abater os seus gastos com o PAT até o limite de 4% do Imposto de Renda devido.

5. Investir em treinamento para a equipe do restaurante da empresa

Para garantir uma boa alimentação ao trabalhador, é recomendado treinar as equipes ligadas ao programa. Com isso, há otimização do fluxo de trabalho e menos desperdício no refeitório.

Capacitar os manipuladores de alimentos tem impactos positivos em toda a cadeia produtiva da cozinha. A equipe se sente integrada e valorizada, melhora a segurança e a qualidade dos alimentos servidos, evita o desperdício e consequentemente reduz os custos. Assim, você aumenta a motivação dentro do ambiente de trabalho e cada pessoa entende a importância do seu papel.

6. Realizar campanhas que incentivem alimentação saudável

Para que o programa alimentar seja um sucesso, a empresa pode criar campanhas educativas. A ideia é estimular um estilo de vida mais saudável, o que inclui:

  • escolha consciente do que consome;

  • prática de atividade física regular;

  • realização de exames de saúde preventivos periódicos.

É possível oferecer palestras para os funcionários e seus familiares mostrando, por exemplo, as propriedades dos alimentos. Outras dicas são:

  • compartilhar materiais informativos;

  • distribuir livros com receitas saudáveis;

  • organizar caminhadas;

  • promover campeonatos esportivos.

7. Procurar consultoria no assunto

Pensar em organizar um programa alimentar considerando tudo o que foi exposto até aqui foge do escopo da indústria, certo? Por isso, para não ter erro, a dica é contratar uma consultoria no assunto.

O SESI, por exemplo, oferece uma consultoria especialmente para restaurantes que funcionam dentro de empresas, com foco na produção de uma alimentação saudável, segura, atrativa, com baixo custo e com menos desperdício. 

Eles verificam os processos de segurança dos alimentos, avaliam qualitativamente as preparações do cardápio e incentivam o consumo consciente através do monitoramento dos restos de alimentos deixados nos pratos. E não é só: também elaboram material informativo de educação alimentar para os funcionários. É, portanto, um serviço completo para que sua indústria consiga oferecer o melhor em relação à alimentação dos seus trabalhadores.

Assim, o ambiente de trabalho pode ser o responsável por incentivar o funcionário a adotar hábitos mais saudáveis. O interessante é que essa mudança de atitude pode ser levada para toda a família.​

Gostou de conhecer as práticas essenciais para criar um programa alimentar eficiente? Pensar na alimentação do trabalhador é um investimento, pois garante melhor qualidade de vida da equipe. Isso se reflete nos resultados e na imagem da indústria, já que ela assume sua responsabilidade social.

Quer um suporte para oferecer refeições de qualidade aos seus funcionários? Conheça os serviços de consultoria do programa Alimente-se Melhor do SESI-RS!

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